Você já sentiu uma dor ou aperto no peito e ficou na dúvida se poderia ser algo grave? A angina e o infarto são dois termos que costumam gerar muita confusão — mas entender suas diferenças pode literalmente salvar vidas.
O que é angina?
A angina é uma dor no peito causada pela redução do fluxo de sangue para o coração. Isso acontece quando as artérias coronárias estão parcialmente obstruídas por placas de gordura, o que limita o suprimento de oxigênio em momentos de maior esforço, como durante caminhadas, subidas ou situações de estresse.
Ela não é um infarto, mas é um sinal de alerta importante. Pode ser estável (quando acontece de forma previsível, com esforço físico ou emoção intensa) ou instável (quando aparece em repouso ou de forma inesperada). Neste último caso, o risco de evoluir para um infarto é maior.
E o infarto, o que é?
O infarto agudo do miocárdio (IAM), ou ataque cardíaco, acontece quando uma ou mais artérias do coração ficam completamente bloqueadas, impedindo o sangue de chegar a uma parte do músculo cardíaco. Isso leva à morte das células daquela região, o que pode comprometer gravemente o funcionamento do coração — e até ser fatal.
Os principais sintomas incluem:
- Dor ou pressão intensa no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, mandíbula ou estômago
- Falta de ar
- Náuseas, suor frio e tontura
- Sensação de morte iminente
Importante: Nem todo infarto causa dor intensa! Em alguns casos, principalmente em mulheres, idosos e diabéticos, os sintomas podem ser mais sutis.
Causas e fatores de risco: o que eles têm em comum?
Angina e infarto compartilham a mesma causa: a aterosclerose, um processo inflamatório em que placas de gordura se acumulam nas paredes das artérias. E isso está diretamente ligado ao nosso estilo de vida.
Estudos globais como o INTERHEART e o INTERSTROKE mostram que até 90% dos infartos e AVCs podem ser atribuídos a fatores como:
- Tabagismo
- Colesterol alto
- Hipertensão
- Diabetes
- Obesidade
- Sedentarismo
- Dieta pobre em vegetais
- Estresse crônico
Ou seja: a maioria dos casos pode ser prevenida!
O papel da alimentação e do estilo de vida
Pesquisas mostram que adotar um estilo de vida saudável não só previne, como pode reverter doenças cardiovasculares. Dietas baseadas em vegetais, ricas em frutas, verduras, grãos integrais e leguminosas, ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL), controlar a pressão arterial e melhorar a saúde das artérias.
Estudos como o conduzido pelo Dr. Dean Ornish mostraram que mudanças intensivas no estilo de vida (dieta, exercícios, controle do estresse e apoio emocional) reduziram significativamente a obstrução das artérias, melhoraram a angina e diminuíram o risco de novos infartos.
Além disso, parar de fumar, manter o peso adequado, fazer atividade física regular e dormir bem são atitudes que protegem o coração e a vida.
Conclusão: Prevenir é o melhor remédio
Tanto a angina quanto o infarto são manifestações de uma mesma doença silenciosa: a aterosclerose. Mas com escolhas conscientes no dia a dia, é possível evitar que esse problema avance.
Se você sente dores no peito ou tem fatores de risco, não adie o cuidado com sua saúde. Consulte seu cardiologista, faça seus exames em dia e comece, ainda hoje, pequenas mudanças que podem fazer uma grande diferença.
🫀 Cuidar do coração é investir na sua vida.